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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Algumas questões sobre as Reuniões de Pais

Antes
Prepare antecipadamente e cuidadosamente a reunião (data, hora,l ocal, conteúdos…);
Envolva a equipa (auxiliares, estagiárias…) e famílias neste processo;
Discuta com os seus pares. Defina objectivos e seleccione as melhores estratégias, de acordo com os conteúdos e o “ público-alvo”;
Divulgue, passe a palavra e “cative”;
Envolva as crianças nesta organização (cartas, circulares, convites – desafiadores e pouco formais; decoração , mensagens , surpresa para as famílias…).


Durante
Organize o espaço para bem acolher. Cuide do ambiente da sala e aproveite para “mostrar” o seu trabalho (vida das crianças e dos adultos na sala – textos, fotografias, registos…);
Reserve um tempo para o acolhimento. Prepare um sumo ou uns bolinhos. Organize o espaço por forma a que os pais possam circular.Vá conversando e fazendo as ”honras da casa”;
Apresente os pais entre si ”ligando-os” com as crianças. Esteja atento aos mais inibidos- insira-os na sala, aproxime-se e sorria…
Apresente claramente a ordem de trabalhos e deixe espaço para questões não agendadas. Preveja sempre um tempo para a participação directa dos pais;
É fundamental que os pais tenham a oportunidade de ficar mais esclarecidos sobre o trabalho desenvolvido na sala/ou escola. Assim a atenção do educador no decorrer da reunião para aspectos menos claros faz todo o sentido de modo a evitar dúvida ou mal entendidos.


Depois
Registe, num espaço visível,a síntese da reunião, destacando a participação dos pais( fotografias, produtos realizados, surpresa para os filhos…);
Faça uma síntese do que aconteceu e envie para os que não vieram (reconhece a sua importância, reforça os canais de comunicação, não penaliza, aguça a curiosidade para a próxima…);
Comunique com quem não esteve presente. Envolva quem não faltou. Pode organizar uma outra reunião com o grupo dos “não presentes” ou reuniões individuais;
O importante é não deixar os pais com falta de informação;
Faça uma avaliação com os que estiveram presentes ( de preferência no final...com sugestões para próximos encontros…), para tal utilize um questionário aberto ou semi estruturado;
Faça ainda uma avaliação em equipa, da forma como decorreu a reunião.

terça-feira, 14 de abril de 2009

As Reuniões de Pais

-Cabe ao educador definir objectivos de trabalho, os quais devem ser explicados aos pais de forma clara e simples num clima de cooperação;
-O educador não deve falar de uma criança em particular em situação de grande grupo, nem permitir que os pais o façam;
-O educador deve aproveitar para explicar o que se faz no Jardim de Infância;
-Cabe ao educador criar um ambiente seguro para os pais se sentirem à vontade para exporem as suas dúvidas;
-O melhor espaço para realizar as reuniões é a sala das crianças;
-O educador pode sentar os pais na manta (ideal) ou em cadeiras, mas de forma a que todos se vejam; ou pode deixar que estes se sentem onde quiserem, de forma a sentirem-se mais seguros;
-O educador deve aproveitar para expor os desenhos das crianças, chamando a atenção dos pais para eles.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Educador de Infância e a Família

A participação dos pais/família na escola/jardim-de-infância terá que ser entendida como direito e como condição de cidadania [1]

O educador é um dos principais elementos que pode desenvolver a relação escola – família, devendo ver a família como um parceiro activo na educação como realça Isabel Correia a nós educadores compete-nos deixar que essa família leve a cabo a sua função. Nós somos como uns contemplativos da família. [2] Os educadores de infância encaram o relacionamento com as famílias como algo integrante das suas tarefas profissionais.
A construção de uma relação sólida no início da experiência de Jardim de Infância implica que o educador conheça as experiências, a cultura, os valores e crenças educacionais da família.
O educador pode desenvolver determinadas estratégias, de modo a fortalecer a ligação com a família, tais como: realizar reuniões com os pais para lhes explicar as actividades planeadas e focar a oportunidades de aprendizagem que podem ser desenvolvidas em casa; promover encontros individuais com os pais; apostar no convite para passeios e excursões e para a participação nas exposições de trabalhos das crianças; realizar peças de teatro ou dramatizações com a colaboração dos pais; e por fim, reforçar a ideia de colaboração.
Deste modo, os pais, reconhecidos nas suas funções, sentem-se disponíveis para oferecer as suas competências, o seu tempo é para expressar as suas preocupações, as suas alegrias, as suas expectativas. Redescobrem-se num novo papel sentindo-se apreciados, agradecidos, integrados, solicitados para novas formas de intervir na educação dos filhos. [3]

[1] HOMEM, Maria Luísa (2000), “Das fragilidades e ambiguidades da relação com os pais na educação pré-escolar”, Infância e Educação: Investigação e Práticas, Nº1, p.63.
[2] Idem p.28
[3] MOREIRA, Ana, “Jardim de Infância/Família, Interacção precisa-se!”, Cadernos de Educação de Infância, 1999, Nº51, Associação de Profissionais de Educação de Infância, p.33.