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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Li e gostei :)

Educar é:
Ajudar a descobrir
A infância na sua plenitude.
Trabalhar com alegria
Emoção, beleza e atitude
É dar e receber,
Ensinar a aprender,
Viver para recordar
Momentos a partilhar…
É a realização pessoal
Através de ti, criança
Fazendo cada dia melhor
Com bondade e esperança.
É encontrar a felicidade na simplicidade.
Graça Simão

quarta-feira, 4 de março de 2009

Mais algumas Ferramentas

Aqui deixo as brochuras que o Ministério da Educação editou para o Pré-Escolar. Acho que são muito boas e têm ideias de muitas actividades...
Para fazerem o download basta clicar sobre a imagem***



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sábado, 3 de janeiro de 2009

Ferramentas para o Educador de Infância

Ao longo do curso tenho contactado com diversos livros que tenho achado que são verdadeiras bíblias de Educação de Infância, então aqui fica a sugestão dos livros que mais me chamaram à atenção, no entanto, aguardo por mais sugestões para aumentar esta lista e quem sabe, a estante lá de casa :)


Bibliografia para Educação de Infância:



-> Vayer, P. & Trudelle, D. (1999). "Como aprende a Criança". Lisboa:Instituto Piaget.


-> Papalia, D.,Olds, D. & Feldman, R. (2001). "O Mundo da Criança". 8.ª Edição. Lisboa: McGraw-Hill.


-> Formosinho, J. O. [org.] (2007). "Modelos Curriculares para a Educação de Infância - Construindo uma Praxis de Participação". Porto: Porto Editora.


-> Gessel, A (2000). "A criança dos 0 aos 5 anos". 4.ª Edição. Lisboa: Publicações Dom Quixote.


-> Zabalza, M. A. (1992). "Didáctica da Educação Infantil". Colecção Horizontes da Didáctica. Porto: Edições ASA.


->Spodek, B. [org.] (2002). Manual de Investigação em Educação de Infância. Lisboa: Fundação Caloute Gulbenkian.



-> M. E. (1997). "Legislação". Lisboa: M.E.
->M. E. (1998). "Qualidade e Projecto na Educação Pré-Escolar. Lisboa: ME.


-> M. E. (1997). "Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar." Lisboa: ME.

sábado, 11 de outubro de 2008

Objectivos da Educação Pré-Escolar


De acordo com a Lei Quadro, a educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, sendo complementar da acção educativa da família, com a qual deve estabelecer estreita cooperação, favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo em vista a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário.


Constituem objectivos da educação pré-escolar:
a. Promover o desenvolvimento pessoal e social da criança com base em experiências de vida democrática, numa perspectiva de educação para a cidadania;
b. Fomentar a inserção da criança em grupos sociais diversos, no respeito pela pluralidade das culturas, favorecendo uma progressiva consciência do seu papel como membro da sociedade;
c. Contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso à escola e para o sucesso da aprendizagem;
d. Estimular o desenvolvimento global de cada criança, no respeito pelas suas características individuais, incutindo comportamentos que favoreçam aprendizagens significativas e diversificadas;
e. Desenvolver a expressão e a comunicação através da utilização de linguagens múltiplas como meios de relação, de informação, de sensibilização estética e de compreensão do mundo;
f. Despertar a curiosidade e o pensamento crítico;
g. Proporcionar a cada criança condições de bem-estar e de segurança, designadamente no âmbito da saúde individual e colectiva;
h. Proceder à despistagem de inadaptações, deficiências e precocidades, promovendo a melhor orientação e encaminhamento da criança;
i. Incentivar a participação das famílias no processo educativo e estabelecer relações de efectiva colaboração com a comunidade.


Adaptado da Lei n.º 5/97, de 10 de Fevereiro (Lei Quadro da Educação Pré-Escolar)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Tudo o que sei aprendi no Jardim de Infância

“Tudo o que devo saber mesmo para viver, que fazer e como ser, aprendi-o num Jardim Infantil. A sabedoria não estava no cume da mais alta montanha, no último ano de um curso superior, mas no recreio da minha escola.
Cá estão as coisas que aprendi:
Partilhar tudo com os companheiros.
Respeitar as regras do Jogo.
Não bater em ninguém.
Guardar as coisas no sítio onde estavam.
Manter sempre tudo limpo.
Não mexer nas coisas dos outros.
Pedir desculpa quando se magoa alguém.
Lavar as mãos antes de comer.
Puxar o autoclismo.
Biscoitos quentes e leite frio fazem bem à saúde.
Viver uma vida equilibrada: estudar, pensar, desenhar, pintar, cantar, dançar, brincar, trabalhar, fazer de tudo um pouco todos os dias.
Dormir a sesta todas as tardes. E ao sair à rua ter cuidado com o trânsito, dar a mão ao companheiro e prestar atenção à professora....”

Robert Fulghum

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O Papel do Educador


“Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender” [1]

O “currículo” na educação pré-escolar é elaborado, diariamente, com base no grupo de crianças e na sua heterogeneidade, por isso o educador tem que estar sempre disponível, preparado para uma intensa pesquisa e conhecimento do seu grupo de crianças.
O educador é visto, constantemente, pelas crianças como um modelo que exerce uma influência determinante no desenvolvimento pessoal e social da criança, no entanto deve ser o mais imparcial possível para não influenciar as decisões individuais desta e não demonstrar atitudes agressivas, discriminatórias e conflituosas que a possam influenciar negativamente. Além disso, deve conhecer a cultura envolvente, estar sempre pronto a aprender, a conhecer, correndo o risco de sentir-se responsável pela educação tornando-se um dos centros do processo educativo.
O educador deve colocar-se ao serviço do outro, usando os seus conhecimentos, as suas experiências e as suas capacidades tal como afirma Isabel Roquette Correia “não é o educando que foi feito para o educador, mas o educador que foi feito para o educando”. [2]
O educador deve ter em conta determinadas atitudes e comportamentos tais como: intermediar o conhecimento do aluno, ser flexível, receptivo e crítico, inovando e pesquisando conhecimentos e novos caminhos que favoreçam a aprendizagem, estabelecer com clareza os objectivos a atingir, identificando as partes mais importantes, trabalhar em equipa junto à comunidade educativa, na formação dos alunos, ter sensibilidade para auto avaliar-se tendo como base o desempenho dos alunos, ser referencial de comportamentos ético e cívico e zelar pelo cumprimento do seu trabalho, visando a qualidade de suas acções nas dimensões técnicas, humanas e políticas.
O educador deve reflectir sobre a sua acção, a sua prática pedagógica e sobre os seus valores e intenções. Esta reflexão faculta ao educador a correcção e ajuste do processo educativo ao desenvolvimento das crianças. A actividade profissional do educador é, assim, assinalada por um processo reflectido que define a intencionalidade educativa.


[1] CURY, Augusto, Pais brilhantes, Professores fascinantes, Ed. Pergaminho, Viseu, 2004, p.17.
[2]CORREIA, Isabel, “A pessoa do educador” Conferência apresentada no V encontro Nacional da APEI. Aula Magna, Abril de 1993, p.26

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Como Melhorar a Sua Auto-Estima...

1. Conheça-se melhor;
2. Aceite-se como é, valorizando as competências e qualidades e assumindo as limitações;
3. Pense o que gostaria de mudar em si e o que precisa de ser feito (discriminando o que depende de si e o que depende de terceiros);
4. Estabeleça pequenos objectivos para atingir a mudança;
5. Estabeleça recompensas (materiais, emocionais, sociais, etc.) para cada um dos pequenos objectivos;
6. Ao atingir os objectivos está a contribuir para o aumento da auto-estima, aumentando a energia e a motivação;
7. Conte com o que está à sua volta;
8. Acredite que é especial e merece ter amor e carinho;
9. Mime-se: faça todos os dias algo de bom (descansar, caminhar, ouvir música, ir ao cinema, ir ao ginásio, dançar, ler, conversar, rir, desfrutar da companhia de amigos, família, etc.)

Maria da Graça Tavares (educadora de infância e formadora)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

10 Princípios Educacionais


1. Envolver as crianças nas coisas que lhe dizem respeito;
2. Investir em tempos de qualidade procurando-se estar completamente disponível para as crianças;
3. Aprender a não subestimar as formas de comunicação únicas de cada criança e ensinar-lhe as suas;
4. Investir em tempo e energia para construir uma pessoa “total”;
5. Respeitar as crianças enquanto pessoas de valor e ajudá-las a reconhecer e a lidar com os seus sentimentos;
6. Ser verdadeiro nos nossos sentimentos relativos às crianças;
7. Modelar os comportamentos que se pretende ensinar;
8. Reconhecer os problemas como oportunidades de aprendizagem e deixar as crianças tentarem resolver as suas próprias dificuldades;
9. Construir segurança, ensinando confiança;
10. Procurar promover a qualidade do desenvolvimento em cada fase etária, mas não apressar a criança a atingir determinados níveis de desenvolvimento.
Gabriela Portugal

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

As Orientações Curriculares

“As Orientações Curriculares vieram dar uma maior visibilidade à educação pré-escolar, trazendo uma certa dignificação social do papel dos educadores, enquanto profissionais, uma vez que muitas famílias desconheciam o trabalho do educador e qual a sua função educativa”.[1]

A educação pré-escolar só se tornou patente, a nível legislativo, a partir de a 1986. Somente, com a aprovação da Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n.º 46/86, de 14 de Outubro), a educação pré-escolar começa a ser valorizada. No entanto, não dispunha de um quadro legislativo próprio, passando a tê-lo, quando em Dezembro de 1996, a Assembleia da República fez a sua proposta de Lei do Governo, aprovando por unanimidade, a Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar (Lei n.º5/97, de 10 de Fevereiro).
As Orientações Curriculares constituem um conjunto de princípios para apoiar o educador nas decisões sobre a sua prática com as crianças, constituindo um indicador e não um programa a cumprir.
Deste modo, o objectivo das Orientações Curriculares consiste em promover uma melhoria da qualidade da educação pré-escolar, uma vez que “constitui um instrumento de apoio à investigação, reflexão e desenvolvimento do trabalho do educador que lhe permita ir compreendendo e melhorando a sua prática profissional”[2]. Estas orientações baseiam-se num princípio em que “não há uma única maneira de educar todas as crianças em todos os contextos sociais e que a adequação de diferentes modelos curriculares depende das crianças, dos educadores e dos contextos”[3]
Quanto à sua estrutura, as orientações apresentam-se divididas em dois capítulos, em que o primeiro faz referência aos princípios gerais e aos objectivos pedagógicos presentes na Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar, os fundamentos e organização das OCEPE e as orientações globais para o educador. Enquanto que o segundo refere-se, mais especificamente, à Intervenção Educativa, e apresenta-se subdividido em quatro partes, organização do ambiente educativo, as áreas de conteúdo, continuidade educativo, as áreas de conteúdo, continuidade educativa e intencionalidade educativa. A organização do ambiente educativo inclui a abordagem sistémica e ecológica do ambiente educativo; a organização do grupo, do espaço e do tempo; a organização do meio institucional; e a relação com os pais e outros parceiros educativos.
No que diz respeito às áreas de conteúdo fala-se da articulação dos conteúdos; da área de Formação Pessoal e Social; da área de Expressão e Comunicação com os seus três domínios (domínio das expressões musical, motora, plástica e dramática, domínio da linguagem oral e abordagem à escrita e domínio da matemática) e da área de Conhecimento do Mundo.

Sempre com o intuito de preparar bem a criança para o futuro, torna-se relevante que cada educador as consulte, que faça uma análise aprofundada, pois existe sempre algo de novo e interessante que pode estimular novos métodos e novas aprendizagens.


[1] SERRA, Célia, Currículo na Educação Pré-Escolar e Articulação curricular com o 1º Ciclo do Ensino Básico, Porto Editora 2004 p. 69.
[2] Escola Superior de Comunicação Social, Pensar no Currículo em Educação de Infância VII Encontro Nacional da APEI, Edição Associação de Profissionais de Educação de Infância, Lisboa 1 a 4 de Abril de 1997 p.53
[3] Idem.p53

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Documentário Être et Avoir


Quero partilhar convosco este documentário que a mim me sensibilizou muito e que considero ser muito construtivo para todos os profissionais de Educação! As relações que se estabelecem entre as crianças e o professor são, na minha opinião, o mais fascinante!
Deixo aqui uma pequena interpretação minha sobre este documentário que se realizou numa pequena aldeia de França, a aldeia de Auvergne e reflecte o ambiente escolar que aí se vive. O professor, o Monsieur Lopez acompanha numa mesma sala crianças com idades muito diferentes, desde o pré-escolar até ao ensino básico. Ensina os grupos de crianças consoante a sua faixa etária em lições separadas, certificando-se sempre de que entendem as tarefas que lhes são pedidas.
Na minha opinião, este documentário é de uma magnificência no que respeita à forma como o professor se relaciona com as crianças e à maneira como as procura envolver nas tarefas cativando-as e motivando-as. O professor procura ir de encontro às necessidades, capacidades, características e interesses de cada criança, tratando cada uma com atenção, compreensão, sensibilidade e respeitando o seu espaço. É curioso que quando alguma criança tem alguma dúvida e pergunta ao professor, este responde-lhe com outra pergunta, fazendo-a descobrir as respostas e sobretudo, compreender a resposta a que se chega.
Importa, ainda, evidenciar o tipo de relações que são construídas dentro desta sala pois é notória a forma como se podem fortificar laços afectivos entre as pessoas, neste caso, mais particularmente entre as crianças e o professor.
Lopez procura sempre estratégias para que os seus alunos superem as dificuldades e a troca de ideias em grande grupo sobre os trabalhos das crianças, havendo uma reflexão, auto-avaliação e hetero-avaliação.
Com este documentário podemos observar ainda, a forma como o professor enfrenta as dificuldades que surgem no dia-a-dia e como resolve os conflitos que surgem entre as crianças. Retrata, também, o modo como prepara as aulas (tanto a nível de actividades como de materiais) tendo em conta as capacidades e necessidades de cada criança. O professor procura criar e desenvolver a autonomia de cada criança, propondo-lhes trabalhos onde têm que tomar decisões e revelar iniciativa. E claro, conversa com cada uma, ouvindo-as com tempo e com interesse, dando-lhes conselhos.
Em suma, para mim, este documentário é muito importante no que respeita às relações que se estabelecem entre crianças, entre estas e os adultos e a organização do ambiente educativo que facilita estas relações.
Aqui deixo algumas imagens deste comentário...

domingo, 17 de agosto de 2008

Perfil Específico de Desempenho Profissional do Educador de Infância

Decreto Lei n.º 241/2001 de 30 de Agosto

I - Perfil do educador de infância
1 - Na educação pré-escolar, o perfil do educador de infância é o perfil geral do educador e dos professores do ensino básico e secundário, aprovado em diploma próprio, com as especificações constantes do presente diploma, as quais têm por base a dimensão de desenvolvimento do ensino e da aprendizagem daquele perfil.

2 - A formação do educador de infância pode, igualmente, capacitar para o desenvolvimento de outras funções educativas, nomeadamente no quadro da educação das crianças com idade inferior a 3 anos.

II - Concepção e desenvolvimento do currículo
1 - Na educação pré-escolar, o educador de infância concebe e desenvolve o respectivo currículo, através da planificação, organização e avaliação do ambiente educativo, bem como das actividades e projectos curriculares, com vista à construção de aprendizagens integradas.

2 - No âmbito da organização do ambiente educativo, o educador de infância:
a) Organiza o espaço e os materiais, concebendo-os como recursos para o desenvolvimento curricular, de modo a proporcionar às crianças experiências educativas integradas;
b) Disponibiliza e utiliza materiais estimulantes e diversificados, incluindo os seleccionados a partir do contexto e das experiências de cada criança;
c) Procede a uma organização do tempo de forma flexível e diversificada, proporcionando a apreensão de referências temporais pelas crianças;
d) Mobiliza e gere os recursos educativos, nomeadamente os ligados às tecnologias da informação e da comunicação;
e) Cria e mantém as necessárias condições de segurança, de acompanhamento e de bem-estar das crianças.

3 - No âmbito da observação, da planificação e da avaliação, o educador de infância:
a) Observa cada criança, bem como os pequenos grupos e o grande grupo, com vista a uma planificação de actividades e projectos adequados às necessidades da criança e do grupo e aos objectivos de desenvolvimento e da aprendizagem;
b) Tem em conta, na planificação do desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem, os conhecimentos e as competências de que as crianças são portadoras;
c) Planifica a intervenção educativa de forma integrada e flexível, tendo em conta os dados recolhidos na observação e na avaliação, bem como as propostas explícitas ou implícitas das crianças, as temáticas e as situações imprevistas emergentes no processo educativo;
d) Planifica actividades que sirvam objectivos abrangentes e transversais, proporcionando aprendizagens nos vários domínios curriculares;
e) Avalia, numa perspectiva formativa, a sua intervenção, o ambiente e os processos educativos adoptados, bem como o desenvolvimento e as aprendizagens de cada criança e do grupo.

4 - No âmbito da relação e da acção educativa, o educador de infância:
a) Relaciona-se com as crianças por forma a favorecer a necessária segurança afectiva e a promover a sua autonomia;
b) Promove o envolvimento da criança em actividades e em projectos da iniciativa desta, do grupo, do educador ou de iniciativa conjunta, desenvolvendo-os individualmente, em pequenos grupos e no grande grupo, no âmbito da escola e da comunidade;
c) Fomenta a cooperação entre as crianças, garantindo que todas se sintam valorizadas e integradas no grupo;
d) Envolve as famílias e a comunidade nos projectos a desenvolver;
e) Apoia e fomenta o desenvolvimento afectivo, emocional e social de cada criança e do grupo;
f) Estimula a curiosidade da criança pelo que a rodeia, promovendo a sua capacidade de identificação e resolução de problemas;
g) Fomenta nas crianças capacidades de realização de tarefas e disposições para aprender;
h) Promove o desenvolvimento pessoal, social e cívico numa perspectiva de educação para a cidadania.

III - Integração do currículo
1 - Na educação pré-escolar, o educador de infância mobiliza o conhecimento e as competências necessárias ao desenvolvimento de um currículo integrado, no âmbito da expressão e da comunicação e do conhecimento do mundo.

2 - No âmbito da expressão e da comunicação, o educador de infância:
a) Organiza um ambiente de estimulação comunicativa, proporcionando a cada criança oportunidades específicas de interacção com os adultos e com as outras crianças;
b) Promove o desenvolvimento da linguagem oral de todas as crianças, atendendo, de modo particular, às que pertencem a grupos social e linguisticamente minoritários ou desfavorecidos;
c) Favorece o aparecimento de comportamentos emergentes de leitura e escrita, através de actividades de exploração de materiais escritos;
d) Promove, de forma integrada, diferentes tipos de expressão (plástica, musical, dramática e motora) inserindo-os nas várias experiências de aprendizagem curricular;
e) Desenvolve a expressão plástica utilizando linguagens múltiplas, bidimensionais e tridimensionais, enquanto meios de relação, de informação, de fruição estética e de compreensão do mundo;
f) Desenvolve actividades que permitam à criança produzir sons e ritmos com o corpo, a voz e instrumentos musicais ou outros e possibilita o desenvolvimento das capacidades de escuta, de análise e de apreciação musical;
g) Organiza actividades e projectos que, nos domínios do jogo simbólico e do jogo dramático, permitam a expressão e o desenvolvimento motor, de forma a desenvolver a capacidade narrativa e a comunicação verbal e não verbal;
h) Promove o recurso a diversas formas de expressão dramática, explorando as possibilidades técnicas de cada uma destas;
i) Organiza jogos, com regras progressivamente mais complexas, proporcionando o controlo motor na actividade lúdica, bem como a socialização pelo cumprimento das regras;
j) Promove o desenvolvimento da motricidade global das crianças, tendo em conta diferentes formas de locomoção e possibilidades do corpo, da orientação no espaço, bem como da motricidade fina e ampla, permitindo à criança aprender a manipular objectos.

3 - No âmbito do conhecimento do mundo, o educador de infância:
a) Promove actividades exploratórias de observação e descrição de atributos dos materiais, das pessoas e dos acontecimentos;
b) Incentiva a observação, a exploração e a descrição de relações entre objectos, pessoas e acontecimentos, com recurso à representação corporal, oral e gráfica;
c) Cria oportunidades para a exploração das quantidades, com recurso à comparação e estimativa e à utilização de sistemas convencionais e de processos não convencionais de numeração e medida;
d) Estimula, nas crianças, a curiosidade e a capacidade de identificar características das vertentes natural e social da realidade envolvente;
e) Promove a capacidade de organização temporal, espacial e lógica de observações, factos e acontecimentos;
f) Desperta o interesse pelas tradições da comunidade, organizando actividades adequadas para o efeito;
g) Proporciona ocasiões de observação de fenómenos da natureza e de acontecimentos sociais que favoreçam o confronto de interpretações, a inserção da criança no seu contexto, o desenvolvimento de atitudes de rigor e de comportamentos de respeito pelo ambiente e pelas identidades culturais.